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Ouro Dispara para Máxima de Três Semanas (23/02): A Tempestade que Pode Levar o Metal a US$ 6.300
Resumo:O mercado do ouro vive um dia histórico nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. O metal precioso disparou para seu nível mais alto em mais de três semanas, atingindo a impressionante marca de US$ 5.183 nos futuros e negociando próximo a US$ 5.156,9 no mercado spot (XAU/USD). Este rali de quase 2% não é um movimento isolado, mas sim o resultado de uma tempestade perfeita de fatores geopolíticos, econômicos e técnicos que convergiram para reposicionar o ouro como o ativo-refúgio por excelência. Enquanto o mundo assiste a uma escalada nas tensões comerciais e militares, o dólar americano (USD) vacila, e os investidores correm para proteger seu capital. Para o investidor brasileiro, o impacto é igualmente significativo: a onça troy atinge o valor expressivo de R$ 843,06, um lembrete poderoso de como a combinação de um ouro forte e um câmbio ainda desvalorizado pode gerar retornos expressivos em moeda local.

Data: 23 de Fevereiro de 2026
O mercado do ouro vive um dia histórico nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026. O metal precioso disparou para seu nível mais alto em mais de três semanas, atingindo a impressionante marca de US$ 5.183 nos futuros e negociando próximo a US$ 5.156,9 no mercado spot (XAU/USD). Este rali de quase 2% não é um movimento isolado, mas sim o resultado de uma tempestade perfeita de fatores geopolíticos, econômicos e técnicos que convergiram para reposicionar o ouro como o ativo-refúgio por excelência. Enquanto o mundo assiste a uma escalada nas tensões comerciais e militares, o dólar americano (USD) vacila, e os investidores correm para proteger seu capital. Para o investidor brasileiro, o impacto é igualmente significativo: a onça troy atinge o valor expressivo de R$ 843,06, um lembrete poderoso de como a combinação de um ouro forte e um câmbio ainda desvalorizado pode gerar retornos expressivos em moeda local.
O Gatilho Judicial: Suprema Corte Americana Abala os Alicerces do Dólar
O estopim imediato para a explosão do ouro foi uma decisão de impacto sísmico vinda de Washington. Na última sexta-feira, a Suprema Corte dos Estados Unidos proferiu uma decisão histórica, invalidando uma parcela significativa das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump. A corte considerou que o uso da Lei de Poderes de Emergência para justificar as tarifas foi um erro, representando uma derrota contundente para o governo. As implicações desta decisão vão muito além do campo jurídico.
Em resposta, Trump agiu rapidamente, anunciando a intenção de elevar a tarifa temporária de 10% para 15% sobre todas as importações para os EUA. Esta reviravolta na política comercial gerou uma onda de incerteza nos mercados globais. Os futuros de Wall Street recuaram, e o dólar americano aprofundou suas perdas na abertura da semana asiática. A falta de clareza sobre a direção da política comercial dos EUA reavivou o movimento de “sell America”, onde investidores globais reduzem sua exposição a ativos americanos. Neste vácuo de confiança na moeda americana, o ouro brilhou mais forte, reafirmando seu papel secular de reserva de valor em tempos de crise institucional e política.
O Fator Geopolítico: Irã, Tarifas e o Prêmio de Guerra
Se a decisão da Suprema Corte foi o estopim, as tensões geopolíticas são o combustível que mantém o rali do ouro aceso. Dois focos de instabilidade dominam o noticiário e alimentam a demanda por segurança. O primeiro é a resposta de Trump às tarifas: sua ameaça de implementar uma tarifa global de 15% é vista pelos mercados como um “enorme imposto sobre as empresas”, com potencial para reacelerar a inflação e distorcer cadeias globais de suprimento. Isso, por sua vez, empurra investidores institucionais e de varejo para a segurança do ouro.
O segundo, e talvez mais explosivo, é o agravamento da crise com o Irã. Relatórios de inteligência sugerem que o país está se aproximando de níveis críticos de enriquecimento de urânio, estabelecendo um ultimato de 10 a 15 dias para que um novo acordo nuclear seja negociado com os EUA. O fracasso das negociações pode resultar em uma ação militar americana. Os mercados já estão precificando um significativo “prêmio de guerra” no preço do ouro, à medida que investidores buscam proteção contra uma potencial conflagração no Oriente Médio, que poderia interromper o fornecimento de petróleo e desestabilizar ainda mais a economia global. A combinação de guerra comercial e tensão militar cria um ambiente de aversão ao risco que é o habitat natural do ouro.
O Apoio Estrutural: Bancos Centrais Acumulam Ouro em Ritmo Acelerado
Enquanto os eventos de curto prazo impulsionam os preços para cima, uma força estrutural de longo prazo continua a operar silenciosamente nos bastidores: a demanda insaciável dos bancos centrais. Estas instituições não estão mais comprando ouro apenas como uma proteção, mas como uma estratégia ativa de diversificação de reservas. O documento aponta que os bancos centrais estão comprando uma média de 585 toneladas por trimestre neste ano, num movimento claro de afastamento de ativos denominados em dólar. Esta migração estrutural é uma resposta à crescente percepção de que o cenário geopolítico e o endividamento global tornam a dependência excessiva do dólar um risco.
Esta demanda institucional cria um piso sólido e ascendente para os preços do ouro. Ela ajuda a explicar por que o metal conseguiu se recuperar tão rapidamente da correção de janeiro e por que as previsões de longo prazo são tão otimistas. Não se trata apenas de especulação; trata-se de uma realocação estratégica de capital por parte dos maiores detentores de reservas do mundo, que veem no ouro uma âncora de estabilidade em um mundo cada vez mais multipolar e incerto.
Análise Técnica: Rompimento Decisivo e os Próximos Alvos
O rali desta segunda-feira também tem implicações técnicas importantes. No gráfico de 4 horas, o ouro rompeu de forma decisiva a resistência de US$ 5.107, um nível que agora deve atuar como suporte em eventuais correções. O gráfico semanal, por sua vez, formou um “martelo de alta” (bullish hammer), um padrão de candlestick que sinaliza que os compradores retomaram firmemente o controle do mercado após um período de queda. O Índice de Força Relativa (RSI) está subindo constantemente em direção a 60, indicando um momentum positivo crescente, mas ainda sem entrar em território de sobrecompra excessivo, o que sugere que há espaço para mais ganhos.
Com o rompimento de US$ 5.107, os próximos alvos técnicos são os níveis de US$ 5.257 e US$ 5.290 nos próximos dias. A linha na areia, o suporte crítico a ser observado, permanece no nível psicológico de US$ 5.000. Enquanto o preço se mantiver acima deste patamar, a tese de alta de longo prazo para o ouro permanece válida e robusta. A estratégia de trading sugerida é clara: comprar ouro em quedas (dips) em direção a US$ 5.120, com um stop-loss protetor em US$ 4.970, mirando o alvo de US$ 5.257 em um futuro próximo.
Ouro em Reais: A Combinação que Enriquece o Investidor Brasileiro
Enquanto o mundo acompanha a cotação do ouro em dólar, o investidor brasileiro tem um motivo extra para comemorar. O valor de R$ 843,06 para a onça troy, mencionado no relatório, é o resultado da multiplicação do preço internacional do metal (em alta) pela taxa de câmbio do dólar comercial (USD/BRL) . Mesmo com o dólar mostrando alguma fraqueza global, sua cotação em reais ainda opera em patamares historicamente elevados, próximos a R$ 5,20. Esta combinação de um ouro em forte alta com um dólar ainda caro gera um efeito multiplicador no patrimônio de quem possui o metal em sua carteira.
Para o investidor brasileiro, o ouro oferece uma proteção dupla: contra a desvalorização do real (hedge cambial) e contra a inflação e instabilidade globais (hedge geopolítico). Em um momento em que as taxas de juros domésticas (Selic) estão em trajetória de queda, reduzindo o atrativo da renda fixa pura, o ouro se destaca como um componente essencial de diversificação. Seja através da compra de ouro físico (barras ou moedas), de ETFs de ouro negociados na B3 (como o OURI3 ou o B5P211) ou de fundos cambiais, o metal amarelo se consolida como uma ferramenta indispensável para a preservação de capital em moeda forte.
Previsões para 2026: O Caminho para US$ 6.300
O rali atual não é visto pelos analistas como um “one-off”, mas sim como o início da próxima perna de alta em direção a projeções ambiciosas para o final de 2026. As principais instituições financeiras revisaram suas metas para cima, e os números são impressionantes:
- Wells Fargo: Projeta US$ 6.300, citando riscos de oferta geopolítica como o principal motor.
- UBS: Estima US$ 6.200, impulsionado pela demanda sustentada institucional e do Oriente Médio.
- Goldman Sachs: Projeta US$ 5.400, com foco na desdolarização e na inflação persistente (sticky inflation).
- J.P. Morgan: Mantém uma projeção de US$ 5.055, ainda que este número possa ser revisado para cima dado o momentum atual.
A mensagem central é clara: o ouro deixou de ser visto apenas como um hedge contra inflação e juros. Neste ciclo, ele se tornou uma necessidade estratégica de portfólio. À medida que o mundo lida com níveis de dívida sem precedentes e relações comerciais cada vez mais tensas, os investidores estão sinalizando que o ouro é essencial. O documento resume de forma contundente: “Guarde o debate 'ouro digital vs. ouro físico' porque agora o metal amarelo está firmemente no comando”.
Prata e Outros Metais Acompanham o Movimento
A força do ouro contagiou todo o setor de metais preciosos. A prata (XAG/USD) foi a grande história de volatilidade do dia, saltando impressionantes 6% e negociando próximo a US$ 87,41, atingindo uma máxima de mais de duas semanas. A prata, com sua dupla natureza de ativo precioso e insumo industrial, tende a amplificar os movimentos do ouro em momentos de forte demanda por hedge. A platina spot também subiu ligeiramente, para US$ 2.159,00, enquanto o paládio foi a exceção, caindo para US$ 1.728,00. A disparada da prata, em particular, serve como uma confirmação adicional de que o apetite por metais preciosos é generalizado e não se restringe apenas ao ouro.
Conclusão: Um Novo Patamar para o Ouro em um Mundo em Frangalhos
O dia 23 de fevereiro de 2026 ficará marcado como o momento em que o ouro rompeu definitivamente as amarras da consolidação pós-correção e reassumiu sua trajetória de alta, impulsionado por uma confluência rara de fatores. A decisão da Suprema Corte e a resposta tarifária de Trump abalaram a confiança no dólar e na previsibilidade da política americana. As tensões com o Irã adicionaram um prêmio de guerra ao preço. E a demanda estrutural dos bancos centrais continua a fornecer a base sólida para esta escalada.
Para o investidor, as implicações são diretas:
- Viés: O viés é inequivocamente de alta (bullish) .
- Estratégia: A estratégia recomendada é comprar em quedas (buy the dips) , utilizando os níveis de suporte em US$ 5.120 e, mais abaixo, US$ 5.000 como oportunidades de acumulação.
- Alvos: Os alvos imediatos são US$ 5.257 e US$ 5.290, com o horizonte de médio prazo apontando para US$ 5.400 até meados do ano e a possibilidade de testar US$ 6.300 até o final de 2026.
- Para o Brasileiro: O ouro em reais (R$ 843,06) oferece uma proteção dupla e deve ser visto como um hedge cambial e geopolítico essencial.
O mundo entrou em uma nova fase de incerteza elevada e fragmentação econômica. Neste novo mundo, o ouro não é apenas um investimento; é uma âncora de estabilidade. E, pelo que os preços de hoje indicam, os investidores estão correndo para se agarrar a ela.

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