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Petróleo cai mais de 3% após EUA priorizarem sanções econômicas contra o Irã
Resumo:Na semana, as cotações acumulam perdas superiores a 5%, após o governo americano anunciar um novo pacote de sanções contra o Irã e contra empresas e países relacionados
Os preços do petróleo recuaram cerca de 3% nesta terça-feira (25), em meio à avaliação dos investidores de que os Estados Unidos estão intensificando a pressão econômica sobre o Irã por meio de sanções, em vez de recorrer a uma nova escalada militar no Oriente Médio.
O contrato do Brent, referência internacional para os preços do petróleo, fechou em queda de 3,3%, para US$ 89,14 por barril. Já o petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, recuou 3,1%, para US$ 82,36 por barril.
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Na semana, as cotações acumulam perdas superiores a 5%, após o governo americano anunciar um novo pacote de sanções contra o Irã e contra empresas e países que continuam realizando negócios com a República Islâmica. A medida faz parte da estratégia da Casa Branca de ampliar o isolamento econômico de Teerã.
O governo dos Estados Unidos classificou a ofensiva como um “Dia D econômico”. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, chegou a afirmar que a campanha representa “a maior ofensiva financeira da história”. Segundo ele, a intensificação das sanções reduz a probabilidade de um novo conflito militar de grande escala no curto prazo.
“Se estamos aplicando pressão econômica máxima, isso significa que provavelmente não haverá uma retomada de operações militares em larga escala”, disse Bessent em entrevista à CNBC na semana passada.
Outro sinal de redução das tensões veio do Departamento de Estado americano, que prepara o retorno de diplomatas evacuados para postos no Oriente Médio ainda nesta semana, segundo informações divulgadas pelo The New York Times. O movimento é visto pelo mercado como um indicativo de que Washington não espera uma retomada iminente de confrontos militares generalizados na região.
A combinação entre a intensificação das sanções econômicas e os sinais de redução do risco de um novo confronto militar levou investidores a diminuírem os prêmios de risco incorporados aos preços do petróleo, pressionando as cotações da commodity nos mercados internacionais.
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