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XP reduz projeção do Ibovespa para 200 mil pontos, mas vê 2 motivos para otimismo
Resumo:Projeção anterior era que o índice fechasse o ano a 205 mil pontos
Após um junho de queda para o Ibovespa, mas com alta de 6,76% do índice no semestre, a equipe de estratégia da XP Investimentos reduziu seu preço-alvo para o benchmark da Bolsa brasileira de 205 mil pontos para 200 mil pontos para o fim de 2026, mas ainda uma alta de 16% em relação ao fechamento do mês passado.
Fernando Ferreira e equipe, que assinam o relatório da casa, destacam que a revisão reflete a recente alta das taxas reais de longo prazo no Brasil.
Em junho, vale destacar, os estrategistas destacaram três fatores principais por trás da do desempenho fraco dos ativos, com o Ibovespa caindo 1,1% no período.
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Primeiro, as saídas de capital estrangeiro seguiram como o principal vento contrário, com mais R$ 8,8 bilhões deixando o mercado à vista ao longo do mês. Segundo, embora o Copom tenha entregue o corte de 25 pontos-base amplamente esperado, levando a Selic para 14,00%, o comunicado pós-reunião indicou que precisou estender o horizonte relevante de política monetária em um trimestre para justificar um afrouxamento adicional. “Como resultado, vimos uma inclinação de alta da curva de juros, com os juros longos subindo. Embora parte desse movimento tenha sido revertido mais para o fim do mês, ele pesou significativamente sobre as ações brasileiras”, destacam os estrategistas.
Por fim, a forte queda do preço do petróleo pressionou as ações ligadas ao setor, que têm peso relevante no Ibovespa.
As ações brasileiras se recuperaram nas últimas sessões de negociação de junho, em linha com a correção global das ações de tecnologia e ligadas à IA. “Como temos argumentado nos últimos meses, o trade de IA tem sido o principal vetor por trás da recente onda de saídas de capital estrangeiro das ações brasileiras. Assim, uma rotação para fora das ações ligadas à IA tende a beneficiar o Brasil, uma tese mais associada a valor e commodities”, avalia.
Apesar do ajuste em junho, aXP vê dois motivos para manter uma visão mais construtiva para as ações brasileiras: (i) valuation e técnico, uma vez que o seu indicador proprietário de sentimento, historicamente um bom indicador contrário, continua apontando para níveis de “Pessimismo Extremo”; e (ii) caso o trade de IA continue perdendo força, acredita que o Brasil está bem posicionado para se beneficiar de uma nova onda de entrada de capital estrangeiro.
O valor justo do Ibovespa no cenário-base – de 200 mil pontos – é calculado como a média de quatro metodologias: (1) um modelo de DCF (fluxo de caixa descontado), que atualmente assume WACC (Custo Médio Ponderado de Capital) de 13,2%; (2) um modelo de preço sobre lucro, ou P/L-alvo, que assume múltiplo de 10,5 vez , um pouco abaixo da média histórica; (3) um EV (valor da firma)/Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) -alvo de 6 vezes , levemente abaixo da média histórica de 6,5 vezes; e (4) uma abordagem bottom-up (olhando o cenário micro e depois o macro), usando o preço-alvo dos analistas da XP para cada componente do índice.
No cenário otimista, a XP vê valor justo de 259 mil pontos, ou potencial de valorização de 51% frente o fechamento da véspera. No cenário pessimista, vê o valor justo de 158 mil pontos, ou queda de 8%.
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