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Bitcoin opera em queda de 3% com Oriente Médio, juros e saída de ETFs no radar
Resumo:A cautela dos investidores foi reforçada pelas tensões no Oriente Médio: apesar de sinais de uma possível trégua entre Israel e Hezbollah, porém, a falta de avanços concretos nas negociações com o Irã mantém a incerteza elevada
O bitcoin operou em queda nesta quinta-feira, 4, em meio à redução do apetite por risco nos mercados globais diante das incertezas geopolíticas no Oriente Médio e à expectativa de juros elevados por mais tempo nos Estados Unidos. Investidores também seguiram atentos às saídas de recursos de ETFs de criptomoedas e aos efeitos de um ambiente macroeconômico ainda desafiador para os ativos digitais.
Por volta das 16h (em Brasília), o bitcoin caía 3,11%, a US$ 63.938,52 e o ethereum operava em queda de 2,96%, a US$ 1.775,19, nas últimas 24 horas, de acordo com a plataforma Binance.
A cautela dos investidores foi reforçada pelas tensões no Oriente Médio. Apesar de sinais de uma possível trégua entre Israel e Hezbollah, porém, a falta de avanços concretos nas negociações com o Irã mantém a incerteza elevada.
A Zaye Capital Markets diz que, além dos riscos geopolíticos, o mercado segue avaliando o impacto de dados econômicos resilientes dos EUA, que sustentam expectativas de juros elevados pelo Federal Reserve (Fed) mais tempo. A casa acrescenta que medidas americanas contra corretoras ligadas ao Irã evidenciam a crescente influência de questões regulatórias e políticas sobre os ativos digitais.
Tony Sycamore, da IG, afirma que o bitcoin também é pressionado pela menor disposição ao risco e pela recente venda de parte das reservas da Strategy, maior acumuladora corporativa da criptomoeda, pela primeira vez desde o “inverno cripto” de 2022.
Bitcoin caminha para maior sequência de perdas desde agosto em semana turbulenta
A criptomoeda original caiu pelo quinto dia consecutivo nesta quinta-feira, chegando a recuar para US$ 61.322 antes de recuperar parte das perdas
Sobre o ethereum, por sua vez, analistas do Saxo Bank atribuem o movimento de queda à redução da exposição a ativos de risco, às saídas de recursos de ETFs de criptomoedas e às incertezas macroeconômicas, levando investidores a buscar a “segurança relativa” do bitcoin.
Para os próximos dias, Lacie Zhang, da Bitget, avalia que o bitcoin pode testar a faixa entre US$ 55 mil e US$ 57 mil caso persistam os fluxos de saída do mercado.
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